Dez anos depois, A Cartilha está de volta.

17/02/2026

A Decadência do Ocidente Explicada em Três Frases

"It doesn't matter what is true, it only matters what people believe is true."
Paul Watson (fundados da Greenpeace)

«Os países burgueses são de tal forma estúpidos e gananciosos que um dia eles próprios nos vão vender a corda com que os enforcaremos»
LENINE

 "É na observação da realidade que eu estabeleço os planos que levam à vitória, mas isto escapa ao comum dos mortais. Muito embora todos tenham olhos para observar as aparências, ninguém compreende como é que eu criei a vitória."
SUN TZU


Cosmoparolismo - Paulo Guinote

 

Cosmoparolismo

 Em despacho de 30 de Janeiro, o reitor da Universidade Nova determinou o que deveria ser óbvio: que “a denominação própria e característica das Instituições de Ensino Superior” deve ser feita de forma “inequívoca em língua portuguesa”, permitindo a designação bilingue das faculdades que o entendam, por exemplo, nas suas comunicações com organizações internacionais, desde que não suprimam a denominação em Português.

Não parece uma decisão disparatada ou insensata, muito pelo contrário. Aliás, o que parece estranho é que Instituições de Ensino Superior públicas se tenham começado a apresentar com designações em inglês (branding). Ou, em nome das alegadas vantagens de marketing da “internacionalização”, a direccionarem para o estrangeiro uma parte substancial do recrutamento dos seus alunos e à maioria das aulas, mesmo quando asseguradas por docentes indígenas, serem leccionadas em língua inglesa.

Em defesa dessas opções alega-se que, assim, conseguem maiores receitas com as matrículas e que a anglicização é um factor importante para a presença dessas instituições em posições de destaque em rankings internacionais. Em particular as faculdades (Schools) de Gestão (Business) e Economia (Economics) parecem cativadas por essa tendência e nota-se em muitos dos seus docentes um especial orgulho em fazerem parte de instituições que se esforçam por apagar a sua ligação a (menos a geográfica, porque o sol, as praias e a comida são trademarks de) Portugal.

A este respeito, para não me alongar no sarcasmo quanto à predominância da imagem em relação à substância, diria que o prestígio de uma instituição não depende da sua designação em língua estrangeira, por universal que seja. As alemãs TUM (Technische Universität München) ou LMU (Ludwig-Maximilians-Universität München) não precisaram de se anglicizar para manterem a sua reputação. A Sorbonne será sempre conhecida como tal. A École Polytechnique de Paris está no topo sem negar a sua origem. A ETH Zürich (Eidgenössische Technische Hochschule Zürich) está em 7.º lugar no QS World University Rankings 2026 sem necessitar de mais do que ter a funcionalidade, agora quase automática, de apresentar as suas informações em diferentes línguas no seu site. As restantes Universidades do Top-10 têm designações em inglês porque estão em países onde essa é a língua oficial (ou uma das oficiais, como em Singapura).

Além disso, no caso de instituições da rede pública, seria de pensar que as suas prioridades se direccionariam para os alunos nacionais e para o desenvolvimento do país, através da formação de capital humano altamente qualificado. Só que, em particular na área de business and economics, está bem à vista que a sua maior especialidade é na formação de comentadores mediáticos ou de autores de estudos de impacto muito discutível no desenvolvimento do “tecido empresarial”, se exceptuarmos fugazes unicórnios.

A Questão da Re-Descolonização

As portuguesas estão a parir menos, é um facto e uma tendência com quase um século - no entanto a novidade é o aumento vertiginoso das parturiente estrangeiras, promovido ao abrigo da política de importação em massa de populações estrangeiras empreendida pelos governos de extrema-esquerda durante a aliança da extrema-esquerda antidemocrática e as alas extremistas do partido social-democrata PS. 

Desse esforço iniciado em 2015, assinala-se agora que Há cinco vezes mais mães estrangeiras do que há dez anos (JN), regista o mesmo órgão de propaganda da Situação que:

Em dez anos, multiplicou-se por cinco o número de mães de outras nacionalidades que tiveram filhos em Portugal. No sentido inverso, os partos de mulheres portuguesas diminuíram significativamente.

Segundo dados oficiais, em várias zonas de Portugal os nascimentos de crianças estrangeiras já são superiores aos nascimentos de indígenas, como um maior número de mães estrangeiras que portuguesas é obtido em vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa como Sintra, Amadora, Odivelas, Barreiro e Seixal. Também no Algarve, os concelhos de Albufeira, Lagos ou Aljezur apresentam um predomínio de mães estrangeiras. Odemira, no Litoral Alentejano, apresenta a mesma realidade.

E estas estrangeiras são apenas aquelas que, legalizadas ou ilegalizadas, conseguem vir parir ao Serviço Nacional de Saúde. Se a estas acrescentarmos todas as estrangeiras que já têm a nacionalidade portuguesa, ilegalmente ou provisoriamente dada pelas forças colonialistas, o número de zonas onde os autóctones já são uma minoria dos recém-nascidos é escandalosamente alargado.

Os estrangeiros, que deviam ser uma minoria numa nação que não seja mole e cornuda, são em Portugal uma realidade em números chocantemente vastos, com uma tendência agressiva de aumento com a natural substituição populacional de gerações de idosos por crianças e jovens.

A esta colonização acelerada de Portugal urge responder com novas políticas de Descolonização, no mesmo modelo aplicado pela Junta de Salvação Nacional e pelo Movimento das Forças Armadas, com a entrega do Poder a movimentos de libertação indígenas lusitanos, a criação de pontes aéreas para retornados e a nacionalização de todos os bens que os estrangeiros não consigam levar com eles, inclusive o parco património imobiliário e os negócios de fachada para encobrimento da receção de fundos europeus e da Segurança Social e de redes de tráfico humano e auxílio à imigração ilegal. A Re-Descolinização de Portugal é um tema que deve ser colocado na agenda mediática e política.

A ditadura burguesa e o regime do socialismo democrático