Cresce a contestação à Ministra da Educação do Governo Socrático, tanto de professores como de estudantes.
Enquanto a Luta dos professores é liderada pelo Sindicato dos professores que realmente(?) defende os interesses da classe , a Luta dos mais novos caracteriza-se pelo lançamento de ovos aos representantes do ministério. Bem distantes da Luta Democrática das gerações antecessoras, devido à falta de cultura democrática e ao alheamento ideológico já não vemos veículos virados, barreiras nas estradas, bombas incendiárias e a violência e terror revolucionários característicos dos jovens democratas dos anos 60'.
13/11/2008
Novas Gerações, Novos Hábitos
09/11/2008
Salazar, o Príncipe Perfeito?
"O Salazarismo permanecente não passa, com efeito, desse respeito que, no fundo, todos queremos ter pelo nosso avozinho de outros tempos, esse "homem de génio e de génios" que usou a autoridade autoritária para manter certos valores que se opunham aos chamados "ventos da história".
É impossível dizer que esse avô, teimoso na sua coerência, não teve razão. Ele teve razão, mas teve-a fora do tempo. Como já há anos escrevi, "Salazar não é herdeiro do Marquês de Pombal, mas [d]o Príncipe Perfeito, mais paternalista do que totalitarista. Não é o 'fuhrer' nem o 'duce', mas o presidento do ministério que faltou ao rei D. Carlos para fazer regressar a monarquia aos tempos de D. João III, promovendo uma nova Contra Reforma comandada por lentes de leis e com uma legião missionária de sargentos e bacharéis. Ele próprio confessou um dia a Manuel Múrias que 'gostaria de ser primeiro ministro de um rei absoluto'".
Salazar, com efeito, como todos os grandes professores, foi também "um avô de si mesmo", quando aplicou no governo as teorias que aprendeu e ensinou na universidade. A ele devemos a construção do nosso Estado Providência nos anos trinta, misturando as medidas de Napoleão III e Bismarck com algumas fórmulas do "New Deal" de Roosevelt."
José Adelino Maltez, Sobre o Salazarismo e a Tolerância (artigo), 1989.
Disponível on-line aqui
07/11/2008
Contos de Falhados um País Falhado
Oliveira e Costa - 3 mil euros mensais de reforma por 29 anos de trabalho-
Correia de Campos - 5.965 euros mensais num tacho no Instituto Nacional de Administração
Fátima Felgueiras - 3 anos e 3 meses de pena suspensa depois de desviar fundos públicos para diversos fins entre eles financiamentos de campanhas eleitorais do Partido Socialista.
06/11/2008
Em Simultâneo
Com as eleições presidenciais da maior democracia do mundo, foram chamados às urnas os eleitores de 35 estados para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos.
E embora todo o progresso e liberalismo moral prometidos por Hussein Obama, o resultado da votação dos cidadãos foi o final do casamento entre parelhas homossexuais na Florida, Arizona, Arkansas e Califórnia (sendo agora apenas permitido em Massachusetts e no Connecticut). No Arkansas foi também proibida a adopção de crianças por casais não casados. O final da discriminação positiva foi aprovada no Nebraska, que se junta assim à Califórnia, Estado de Washington e Michigan que já baniram a discriminação positiva.
Sondagem: Presidenciais EUA/2008
27 votos - John McCain/Sarah Palin (Partido Republicano)
09 votos - Hussein Obama/Joseph Biden (Partido Democrata)
01 votos - Róger Calado/Alyson Kennedy (Partido Trabalhadores Socialistas)
00 votos - restantes
total de votos: 38 votos
Os leitores do Sermão de Judas escolheram para a presidencia do país mais poderoso do mundo a dupla John McCain/Sarah Palin por larga maioria. Em segundo lugar ficaram os democratas Hussein Obama/Joseph Biden com 9 votos e os socialistas Róger Calado/Alyson Kennedy em terceiro com um voto.
Porém os votantes estadunidenses ao contrário dos leitores do Sermão de Judas não escolheram o líder Conservador Liberal e Realista, preferindo um vendedor de sonhos. Uma boa escolha, pelo menos enquanto as mentes estiveram nas nuvens dos sonhos que foram prometidos. Depois, resta esperar que não aconteça nenhuma queda do modos socialismo real.
05/11/2008
Depois do Walker, Vem o Hussein
Porque Temos Jornaleiros em vez de Jornalistas?
O mecanismo da "cunha", ou seja, o recurso a conhecimentos que se têm com pessoas dentro da profissão, "é o modo de acesso mais frequente" à carreira de jornalista, embora em Portugal os estágios ganhem cada vez mais importância. Estas são algumas conclusões de um estudo sobre o perfil sociológico dos jornalistas portugueses, realizado desde 2005 por uma equipa coordenada por José Rebelo, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), e amanhã debatido no Sindicato de Jornalistas, em Lisboa.
Uma entrevistada bastante jovem é citada sobre a forma de "arranjar trabalho nos jornais de Lisboa": "É com cunhas, nomes de família, amizades com figuras públicas, pertença a clãs jornalísticos."
Já as relações familiares surgem "com pouca importância" neste domínio, mas o autor menciona laços de parentesco com outros jornalistas em 15 dos 41 entrevistados, em especial aqueles que "adquiriram ligações já no interior do grupo, através do casamento e da união de facto". Exemplos? "Dois irmãos jornalistas, filhos de um casal de jornalistas"; outro que é "um jornalista filho e sobrinho de jornalistas, primo de jornalistas e casados com [uma] jornalista".
Fonte: Público
04/11/2008
Tribunal Constitucional da Partidocracia
“Um estudo recente de dois investigadores portugueses e uma italiana, conclui que os juízes do Tribunal Constitucional são influenciados não só pela filiação ideológica e partidária como também pela presença do seu partido no governo.” in O Diabo
Os investigadores Nuno Garoupa, Sofia Amaral Garcia e Veronica Grombi levaram a cabo um estudo que se estendeu de 1983 a 2007.
Mais de vinte anos de actividade na fiscalização legalmente preventiva, do Tribunal Constitucional português, para se concluir de modo metodicamente científico , que os juízes do tribunal Constitucional português, afinal, fazem fretes ao governo e ao partido que os indicou para integrar esse alto tribunal. Não é exagerado o epíteto, porque os investigadores ficaram sem dúvidas que o TC, durante esse período reflectiu que a "política partidária é mais importante quando estão interesses mais altos em jogo".
Via Grande Loja do Queijo Limiano
Terá sido isso que se passou e foi noticiado pelo Expresso:
"O Tribunal Constitucional deu razão a uma queixa apresentada pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. (...) Por maioria, com apenas quatro votos contra dos conselheiros mais identificados com o PS, Vítor Gomes, Joaquim Sousa Ribeiro, Maria João Antunes e Carlos Cadilha, o Tribunal Constitucional aprovou o acórdão elaborado por Pamplona de Oliveira, no qual se estabelece que o OE não pode prevalecer sobre o estatuto da Madeira, nem sequer suspender a sua vigência."
O Poder atrás do poder.
«Lamento que o poder económico em Portugal mande no poder político»
«Sempre estive convencido que este Governo iria escolher Alcochete porque o Executivo não tem nenhum interesse em defender o interesse nacional, mas sim os interesses dos grupos económicos mais poderosos do país»
«Os negócios de curto-prazo e da especulação tomaram conta do país»
«[o traçado do TGV] é um insulto à inteligência e ao desenvolvimento do país».
«[o terminal de contentores de Alcântara]é um desperdício de dinheiro que só vai prejudicar Lisboa e que não tem nenhuma estratégia por trás, um absurdo »
«É muito mais caro ir buscar um contentor a Alcântara do que ir buscá-lo a Peniche ou a Sines»
Henrique Neto, empresário e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa. Antigo militante do partido comunista, actual militante do partido socialista foi porta-voz do PS para a Economia durante os Estados Gerais de António Guterres.
Aqui e Aqui
Nacionalização do BPN Interessa a Quem?
(...)a nacionalização do BPN acaba por beneficiar a SLN - a holding que detém o banco e os outros mil e um negócios dos accionistas do BPN. É que se o banco tivesse falido ou se o Estado tivesse garantido apenas os depósitos dos clientes, a SLN teria sido chamada a responsabilizar-se perante os restantes credores. Assim não. Os accionistas da SLN perdem o banco, mas mantêm o resto.
Via Portugal Contemporâneo
Trucidar
"Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados"
Gonçalo Castilho dos Santos, secretário de Estado da Administração Pública do governo socialista, em 30-10-2008, no Congresso Nacional da Administração Pública em Lisboa.
02/11/2008
Dá-lhe MFL
P: As obras públicas ajudam pelo menos a baixar o desemprego...
R: "[Ao] desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".
»»»» O Desemprego a que as obras públicas ajudam «««««««
P: E o TGV?
R: "Se for confirmado que aquilo que se ganha no tempo de Lisboa-Porto for 20 minutos então não faço porque realmente não estamos em condições de entrar numa despesa de tal forma grande".
P: E os casamentos entre [nr:parelhas] gays?
R: "Há com certeza aspectos jurídicos que podem ser regulados entre a relação de duas pessoas do mesmo sexo, desde que não se lhe chame casamento. Chame-se-lhe qualquer outra coisa, arranje-se um nome. Agora, com o baptismo de casamento...comigo não, com certeza."
28/10/2008
Socialistas ou Neo-Liberais?
Segurança privada e vídeo-vigilância, são as formas encontradas pelo actual executivo para resolver a insegurança nas escolas.
De Volta
A mais recente crise dos preços do petróleo, dos bens alimentares e os sobressaltos da geofinança apenas têm demonstrado que o mundo viveu hipnotizado por uma vaga ideia de globalização e que a presente encruzilhada exige uma espécie de “new deal” universal que não se confunda com a chamada teologia de mercado em que se enredaram quase todos. Não apenas os neoliberais e neoconservadores, mas também póscomunistas, pósfascistas, democratas-cristãos e sociais-democratas. Por outras palavras, a ilusão do fim da história foi, como diz o ditado português, chão que deu uvas mirradas.
(...)Pelo menos, podemos extrair da história comparada uma lição: os problemas económicos apenas(sic) se resolvem com medidas económicas, mas não apenas com medidas económicas. Porque a política é superior à economia, tal como é superior ao Estado e ao próprio Mercado.
Professor José Adelino Maltez, no seu blogue
23/10/2008
Partidos Políticos
No próximo ano, os partidos políticos vão poder passar a receber contribuições em dinheiro e vender património por valor superior ao de mercado sem que seja considerado donativo. Tudo porque o Governo alterou a lei do financiamento dos partidos políticos com três eleições à porta: legislativas, europeias e autárquicas.
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22/10/2008
A Crise em Portugal
"Somos um país de pobres com mentalidade de ricos"
Jacinto Nunes, antigo governador do Banco de Portugal e Ministro das Finanças, em entrevista à Pública, a 19-10-2008
Ao invés de viverem como portugueses, as pessoas preferem viver como lá fora:
- gastando mais do que o que têm para viverem à grande e à francesa
- recorrendo a créditos sucessivos para puderem cumprir o seu american dream
Nada do que o nosso amigo de Coimbra, especialista em finanças, sempre nos aconselhou -a Poupar.
21/10/2008
19/10/2008
Exercito Vermelho - Heróis ou Bestas
Hannelore Kohl, falecida esposa do antigo chanceler Helmult Kohl, tem uma história em comum com outros dois milhões de mulheres alemãs. Segundo o reputado historiador britânico Anthony Beevor a invasão e ocupação da Alemanha pela União Soviética ficou marcada por um gigantesco crime de violação de cerca de dois milhões de mulheres alemãs. Entre esses dois milhões está Hannelore Kohl, que foi violada por militares soviéticos juntamente com a sua mãe quando tinha apenas 12 anos de idade.
Os soldados soviéticos, vistos ainda por muitos como heróis, tiveram na realidade um comportamento tão ou mais reprovável e desumano do que aquele que a Alemanha do Terceiro Reich é acusado. Dúvidas não restam portanto, que em condições normais os responsáveis do que se chamou de exercito vermelho (porventura um eufemismo do sangue que ele viria a derramar), seriam acusados de crimes contra a humanidade e levados a tribunal. Mas quando quem julga são apenas os vencedores, resta esperar pelo distanciamento histórico para que a verdade venha ao cimo e a História se possa escrever definitivamente.
17/10/2008
Curiosidades de Menos de Metade e Dezasseis Cêntimos
11-07-2008 - O preço do barril de Petróleo era de 147 dólares. A gasolina custava 1,51 euros.
16-10-2008 - O preço do barril de Petróleo era de 70 dólares. A gasolina custava 1,35 euros.
16/10/2008
Crise 2008 - ...
Começou como sendo a crise do subprime, alastrou ao mercado financeiro e empurrou para o charco os maiores bancos comerciais e de investimentos do mundo. E outros se arriscam a seguir idênticos percursos - o cidadão comum de classe média que joga na bolsa (sim, porque na bolsa não se investe, joga-se), o empreendedor que investiu (não é jogar) na sua PME, o Estado que mal governado (inadvertidamente ou deliberadamente quase sempre) se descapitalizou e promoveu o consumo desenfreado e até a multinacional que arrisca a de um dia para o outro ver as suas vendas trocadas por poupanças.
É, a partir de tal ponto, que toda uma economia esta ameaçada. Desemprego, inflação, crises sociais - fenómenos graves - mas também remediáveis, cíclicos e a curto prazo substituídos por épocas de prosperidade. É isso que a história nos transmite, e em entrelinhas nos ensina que o sistema capitalista liberal - sejamos ou não seus defensores temos de admitir - tem conseguido ultrapassar as maiores crises da sua já respeitável existência.
Mas como prudência e racionalidade são fundamentos essenciais para observar, compreender e tentar prever acontecimentos futuros, uma situação de hecatombe que ultrapasse a mera crise financeira e crise económica tem de ser posta em hipótese. Essa hecatombe terá origem não financeira ou económica, mas sim ideológica e política. Será quando acabar a confiança no sistema, a credibilidade da moeda, a esperança nos políticos e o abandono das ideias pilares doutrinais do sistema acontecer. Tal como sucedeu a partir de 1986 no antigo Império do Mal (URSS), pode ser hoje o mundo neo-liberal a arriscar a sua falência, o que interessa pois evitar.
Timidamente nascem as primeiras críticas ao sistema, e embora muitas vezes venham dos revolucionários de esquerda que se atropelam e empolgam sempre contra tudo e todos, também figuras já comedidas e responsáveis apregoam uma mudança no sistema. David Ricardo e Adam Smith com os seus modelos liberais são condenados pela ausência de intervencionismo. E se da parte de alguns ventila-se o nome do autor de Manifesto do Partido Comunista e O Capital, Karl Marx como inspiração à alternativa, muitos mais falam de Keynes e do seu estado regulado como a via a seguir.
Mas o nome de um dos maiores pensadores económicos de sempre, com obra feita e de grande êxito, não é nunca referênciado como alternativa, por nenhum dos economistas e comentaristas que li ou ouvi até à data. E interrogo-me porquê, sem no entanto conseguir atingir respostas suficientemente conclusivas. Friedrich List, foi um dos maiores economistas da história do séc. XIX, reponsável pela estrutura e organização económica do que é hoje o segundo maior exportador mundial (ultrapassado este ano pela China) e a maior economia da Europa, a Alemanha. Passou por três guerras, e voltou a surgir sempre mais poderosa do que tinha sido anteriormente. Um modelo de organização professado, forte o suficiente para minimizar drasticamente grande parte dos efeitos nocivos de uma grande crise. Um modelo a seguir, especialmente para Portugal, que pode aproveitar a sua CPLP e criar ente si a sua Zollverein, com inúmeras vantagens para todos os estados-membros, nestes mais que nunca conturbados e imprevisíveis tempos de globalização.
15/10/2008
11/10/2008
10/10/2008
Some good news, courtesy of Salazar:
Ranking dos países (cerca de 200 no mundo) com maiores reservas de ouro, avaliado a preços do final de 2006, em biliões de dólares (entre parentesis, em percentagem do PIB):
1. EUA: 166.2 (1.3%)
2. Alemanha: 70.0 (2.4%)
3. França: 55.6 (2.5%)
4. Itália: 50.1 (2.7%)
5. Suíça: 26.3 (6.9%)
6. Japão: 15.6 (0.4%)
7. Holanda: 13.1 (2.0%)
8. China: 12.2 (0.5%)
9. Espanha: 8.5 (0.7%)
10. Rússia: 8.2 (0.8%)
11. Portugal: 7.8 (4.0%)
(...)
(The Economist, Pocket World in Figures, 2009 Edition, London, pp. 26, 38) Via Pedro Arroja
09/10/2008
Pós-Modernismo Vai a Votação
O apregoado pós-modernismo desce a votação no hemiciclo da partidocracia (dita republicana). Os grupos de pressão LGBT (panteras rosas no BE, opus gay no PS e homossexuais católicos no CDS/PP), o lobby pedófilo e illuminati maçónico no Partido Socialista e o oportunismo político do PCP vão tentar legalizar os casamentos entre coisas do mesmo sexo.
Para mais tarde ficá a adopção de crianças por parelhas de coisas do mesmo sexo, a legalização das relações pedófilas e os casamentos com animais (de estimação ou bestas).
Portugal para essa gentalha continua atrasado no comboio da Europa, e este vai ser um passo em direcção à integração europeia. Grande parte dos países europeus já institucionalizou os casamentos e adopção de crianças por homossexuais. Nos casos dos países mais desenvolvidos como na Holanda, a luta já se faz pela legalização da pedofilia. E mesmo nos países sub-desenvolvidos, são muitos os casos onde já se pode casar com animais, e crianças de 9 e 10 anos, o que deixa Portugal na cauda da civilização.
Para os pós-modernistas é tempo de sair da trevas (e dos armários) da tradição e do conservadorismo, e de mãos dadas com o Kapital e o iluminismo, criar uma nova sociedade. Restam uns quantos como eu, fiéis às regras basilares que regem a sociedade tradicional lusitana, para quem tolerar essa gente desviada no anonimato é simultâneamente o mínimo que se deve dar e o máximo que se pode ceder.
"A Normalidade do Pânico"
"Quando os negócios prosperam, todos condenam os lucros astronómicos da banca, e ninguém diz que eles advêm da grande utilidade do crédito para a vida dos cidadãos. Chegada a crise, com perdas astronómicas (que os ganhos anteriores compensam), ninguém lamenta as vítimas bancárias, aliás acusadas da derrocada. Assim, corra bem ou mal, os financeiros saem mal. Afinal o devedor gosta do crédito, mas detesta pagá--lo. As finanças viverão sempre debaixo do desprezo da sociedade, que tanto ganha com a sua sofisticação.
A presente crise, embora das mais fortes da história, é paralela a milhares de outras. A dimensão dos mercados envolvidos é impressionante, mas a situação até é benigna, comparada, por exemplo, com os desastres no Leste da Europa há 20 anos. Além disso, enfrentada pelas autoridades monetárias, têm-se evitado danos reais sérios. Aliás, a economia produtiva continua a crescer.
A estratégia é difícil de aplicar mas fácil de definir: as instituições imprudentes são castigadas, acautelando sempre a sustentação do sistema. O banco central tem todos os instrumentos necessários para o garantir. (...)Entretanto, no mercado, quem mantiver a cabeça fria fica rico.
A Bíblia, Alcorão, até Shakespeare avisam que devemos "nem credor nem devedor ser" (Hamlet, acto I, cena III). A sociedade do progresso e consumo eliminou o estigma negativo do crédito, mas estes episódios manifestam a sabedoria pragmática dos antigos."
João César das Neves, professor universitário no Diário de Notícias, em 29-09-2008
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A Propaganda e a Realidade
08/10/2008
Sermão
«Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento, e tantas terras para a sepultura. Para nascer, pouca terra, para morrer, toda a terra; para nascer Portugal, para morrer o mundo»
Padre António Vieira
O Sócrates Real que a Propaganda Esconde
«Fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos a ver se isso não se altera»
A frase é de Pinto Monteiro, também conhecido como primeiro-ministro José Sócrates. O destinatário José Manuel Fernandes, director do Público e que noticiou a falcatrua que o primeiro ministro fez para conseguir a sua licenciatura. O "seu accionista" é Paulo Azevedo, CEO e accionista maioritário da Sonaecom, que possui por sua vez o Público Comunicação Social, SA.
«Considerei essa passagem do telefonema uma pressão. E continuo a considerar»
José Manuel Fernandes considera que sofreu uma pressão, que «só qualifica quem a profere». Sócrates nega tudo.
O Estado a que Chegamos
"(...)a minha perspectiva desta partidocracia, instituída, de cima para baixo, a partir dos lugares do governo provisório e do Conselho de Estado de 1974. Apenas confirmo que somos o sistema partidário mais rígido da Europa Ocidental, com um partido-sistema, rotativo, onde entram o PS e o PSD, os quais reforçaram o seu predomínio com a integração europeia, dado que as duas faces do Bloco Central também se assumem como secções domésticas das duas principais multinacionais partidárias da Europa.
Ambos são partidos catch all, assumindo com eficácia a respectiva feição de federações de grupos de interesses e de grupos de pressão, com a consequente função de grandes angariadores de cunhas e colocações preferenciais na mesa do orçamento, ao mesmo tempo que se modernizaram pelas técnicas da grande engenharia subsidiocrática, naquela plataforma de um centrão que consegue misturar a esquerda moderna com o negocismo da direita dos interesses.
(...)Por outras palavras, estes partidos de Estado, privatizados pelo financiamento partidário, são o espelho do Estado a que chegámos. Precisavam de um valentíssima e reverendíssima reforma, para não se confundir a partidocracia com a democracia. Só que, desconfio que eles se queiram auto-reformar."
José Adelino Maltez, professor universitário no seu blogue
O País à Deriva
Portugal tem aproximadamente 500 mil imigrantes ilegais (meio milhão de estrangeiros a infringir o nosso Direito pasme-se!!!)
Aparentemente o Bloco de Esquerda, esse bloco de partidos representante parlamentar dos lobbys dos homossexuais, drogados, terroristas comunistas e anarquistas, pela figura de José Sá Fernandes manda retirar o alegado cartaz xenófobo e racista (inspirado no cartaz do partido que venceu as eleições de um dos mais evoluidos países do mundo - a Suiça).
Será a Suiça xenófoba?
Não é, a Suiça é um país de vanguarda exemplo para o resto do mundo. O problema é o ódio irracional dos extremistas de esquerda, que tentam manipular perversamente o problema real que Portugal enfrenta - o da imigração ilegal.
Uma retirada ilegal, segundo Pinto Monteiro e Marinho Pinho, procurador-geral da República e bastonário da Ordem dos Advogados.
O cartaz é legal. A ameaça da imigração ilegal é real. Mas mais uma vez a minoria aguerrida pós-modernista atinge os seus objectivos, sem qualquer problema em recorrer a acções criminosas e ilegais para atingir tais intentos. A sociedade e as forças da oposição mantêm-se alheadas e passivas - estaremos a incubar uma nova Patuleia ou um novo 5 de Outubro e a instauração de uma república do género 1910-1926?



